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Gaiolas e viveiros para calopsitas


Gaiolas:
Quanto mais espaço mais Feliz será sua calopsita, o tamanho mínmo indispensável é uma gaiola onde ela possa abrir as asas sem problemas.

Para calopsitas mansas, o ideal é mantê-las em gaiolas abertas, ou, se você quiser mantê-las soltas, em kidplays abertos, podendo prendelas apenas a noite para se evitar algum acidente.

No mercado existem gaiolas próprias para criação de calopsitas que são ótimas, pode-se optar também em se criar em viveiros comunitários onde o trabalho fica bem diminuído, pois você poderá de acordo com o tamanho do viveiro colocar varios casais juntos.
 
Gaiolas e Viveiros
Calopsitas podem ser criadas em gaiolões de 1,0 X 0,5 X 05 metros para um casal. Pode ser colocado um ninho de madeira do lado de fora ( com um tamanho aproximado de 20 X 20 cm de frente com entrada redonda e 35 cm de comprimento). Atualmente encontram-se à venda ninhos prontos para calopsitas. Porém muitas vezes eles não têm a qualidade ou atendem às nossas necessidades. Nestes casos devemos ou fabricá-los ou encomendá-los a quem os faça. Alguns criadores recomendam a instalação de 2 poleiros de diâmetros diferentes . Há aqueles que adotam poleiros que contém uma lixa fina na parte inferior do poleiro. Desta forma as unhas das aves são automaticamente 'lixadas', evitando problemas de excesso de comprimento. Algumas aves, porém, podem acabar tendo uma espécie de 'alergia' nas patas. Desta forma vale a pena observá-las quanto a isto. Nas limpezas das gaiolas nunca devemos esquecer de, também, limpar os poleiros.



Os gaiolões devem ser preferencialmente retangulares ( evite os de formato arredondado ) e de arame ( nunca de madeira - as calopsitas adoram roer madeira ) . Mesmo o arame deve ser visto como um item à parte de forma a facilitar sua limpeza. Deve-se optar por arames galvanizados ou, melhor ainda , os encapados que podem mais facilmente ser limpos ( embora saiam mais caro) . Estes gaiolões devem ser instalados em um quarto ou outra dependência ventilada sem, entretanto, ter correntes de ar. As correntes de ar, sobretudo em tempos mais frios, são um enorme problema para aves. Preferencialmente deve-se posicionar os gaiolões de forma a que possam receber o sol da manhã. A exposição ao sol é necessária para as aves da mesma forma que para os humanos. Caso os gaiolões acabem ficando muito tempo expostos ao sol ( problema sobretudo no verão ) é de bom senso fornecer anteparos que criem sombras e possam, assim, proteger as aves da exposição excessiva. O melhor a fazer é deixar a própria ave ter a opção de escolher a exposição que mais lhe convém. Não esquecer de fornecer bebedouros, comedouros e uma 'banheira' para as aves. Atentar para estas banheiras. Retirá-las o mais breve possível após o seu uso pois as aves podem vir a beber desta mesma água e ter problemas de saúde. Deixar espaço para fornecer as demais alimentações como milho, verduras, frutas, legumes, farinhada.



Viveiros podem ser criados tendo como padrão o tamanho de 3 X 1 X 2 metros para um casal. O viveiro pode ser composto de tijolos de barro rebocados ou blocos de cimento revestidos com argamassa ou placas de cimento. A cobertura pode ser efetuada com telhas de cerâmica preenchendo de 1/3 a 1/2 do teto. Deve ser dada atenção sobretudo à proteção dos comedouros, bebedouros e dos eventuais ninhos. A tela utilizada pode ser de 1/2 polegada e fio 18. O piso pode ser de concreto com ligeira queda e saída para escoamento das águas. Não devemos nos esquecer dos poleiros, vasilhas de barro ou louça e da destinação de uma para que possa ser utilizada como 'banheira' pelas aves ( vide o item acima dos gaiolões, o mesmo processo se aplica aqui). Algumas pessoas decidem trocar os poleiros convencionais por arbustos ou pequenas árvores, fornecendo um visual melhor e mais naturalidade para as aves. Nestes casos devemos conhecer a flora que estamos fornecendo para nos assegurarmos que não irá dar problemas com as aves. Lembre-se sempre que as aves bicam praticamente tudo). Da mesma forma que os gaiolões os viveiros devem ser dispostos de forma a receber o sol da manhã ( tendo os já comentados anteparos ) . Podemos proteger os viveiros dos ventos por paredes, quebra-ventos, cercas vivas. Em casos de necessidade pode-se instalar um revestimento de plástico resistente e retrátil. Mas atentar que as aves podem fazer um grande estrago neste revestimento. Daí a necessidade de ser retrátil e utilizar apenas quando necessário. Da mesma forma elas podem mesmo comer parte da parede ou mesmo do concreto (!). Isto é normal e não acarretará problemas a suas aves, apenas ao seu bolso .

NOTA: Não nos devemos esquecer da higiene necessária ao ambiente em que as aves irão ficar. Devemos regularmente desinfetar gaiolas, ninhos, bebedouros, comedouros, tudo que se refere às aves. É aconselhável a limpeza utilizando produtos especialmente destinados a isto como, por exemplo, Kilol-L . Utilizar sempre os produtos que são facilmente degradáveis e que agredirão o mínimo possível suas aves. Uma intoxicação da ave por produtos químicos que normalmente usamos em casa podem ser fatais mesmo com um contato mínimo. Infelizmente isto nem sempre é adotado pelo criador. As aves acabam morrendo sem causa aparente e sem que o criador tenha a mínima noção do problema.



NOTA: Não utilizar jornais nas forragens em gaiolas. Jornais são impregnados com chumbo e já tivemos notícias de diversos criadores que tiveram suas aves mortas por esta intoxicação. Utilizar papel pardo ou rosado em seu lugar. Ou então se utilizar das serragens que normalmente são vendidas em petshops. Além de representar um risco bem menor a serragem proporciona melhor absorção da umidade e, em consequência, acaba gerando menos odores ruins ao ambiente. Procure utilizar serragens de florestas replantadas, se possível. Atualmente o custo da compra de serragem em lugar de jornais acaba saindo mais em conta do que os próprios jornais.



Apenas para finalizar : estamos falando sobre gaiolas e viveiros para calopsitas.
Mas e quem tem calopsitas mansas ? Como fica a questão das gaiolas ? Bom, há diversas aproximações ao assunto. Uma delas é fornecer apenas uma gaiola como referência para ter onde colocar água, comida, ter um poleiro, lugar para dormir.
Uma calopsita mansa não necessitaria, obrigatoriamente, de uma gaiola. Alguns criadores apontam que a gaiola, para estas aves, funcionaria mais como um item para que se sintam seguras caso estejam assustadas. Existem no mercado as gaiolas 'abertas' que se destinam a papagaios e calopsitas ( vide imagem acima ) . Elas podem ser uma boa opção para aves amansadas. As aves que possuo, caso fiquem fechadas em uma gaiola, acabam por ficar estressadas e por vezes tentam sair pelo vão dos arames. Isto poderia propiciar um ferimento, no mínimo. Possuo uma gaiola e as minhas calopsitas dormem EMCIMA da gaiola. Outros criadores deixam as aves presas durante o dia e as soltam quando chegam do trabalho. Tudo depende, na verdade, da rotina, dos ajustes, das necessidades e da adaptação entre o criador e sua ave. Se elas são acostumadas desde pequenas a ficar em gaiola e somente saírem quando há pessoas na casa acabam se acostumando a isso. Se são acostumadas a ficar sempre soltas forçá-las de uma hora para outra que fiquem em gaiolas pode ser algo perigoso. Leve isto em consideração quando decidir que estratégia de criação vai adotar com suas aves.

Fonte: Omniverso

Calopsitas Lutino cheias de personalidade!



Vale lembrar que apesar de ser um reprodutora nata, aconselha-se a tirar duas ou três ninhadas por ano, bastando retirar o ninho para impedir que ela reproduza. Não podemos deixar de destacar as cores deste belíssimo pássaro, as mais comuns são, além de arlequim, canela - cor cinza substituída pelo marrom; pérola - faces amarelas salpicadas de cinza, crista amarela riscada de cinza, penas das costas variando do branco ao amarelo, cauda amarela e peito e barriga listrados de amarelo e cinza; lutino – cor predominante branca com olhos e bochechas vermelhas e crista e cabeça amarelos; cara branca – macho com cabeça branca, crista cinza e bordas das asas brancas e face interior de cauda com estrias pretas e brancas; fulvo – olhos vermelho, corpo canela pálido com difusão de amarelo suave e face amarelo forte; e as mais raras prata recessivo – olhos vermelhos e corpo prateado e prata dominante – olhos pretos, face e crista amarelos forte e bochechas vermelhas.

Ficha Técnica Calopsita



Cockatiel Clay Charm by ~mercedesbird on deviantART

FICHA

  • Alimentação:
Diariamente oferecer composto de 20% de alpiste, 50% de painço, 15% de arroz com casca, 10% de aveia e 5% de girassol;
De duas a três vezes por semana, oferecer ração para cães, frutas e legumes em pedaços e verduras como couve, almeirão, espinafre, chicória, bem lavados. Em dias alternados, oferecer milho verde, mas se houver filhotinhos, passar a oferecer todos os dias.

Os grãos germinados de girassol, painço, aveia com casca, milho seco, trigo e arroz sem casca, pão duro, os integrais e os secos também devem ser dados.

Já a areia grossa e lavada e farinha de ostras ajudarão na digestão e serão excelentes fontes de cálcio. Ainda deve ser dado o carvão vegetal em pedaços ou moído, misturado com areia e com farinha de ostras.

Os ossos de siba não devem ser esquecidos também.



  • Reprodução:
A partir de 12 meses ela poerá se reproduzir. Identificação por dimorfismo sexual. Postura de 4 a 7 ovos com incubação de 17 a 22 dias. Reproduz o ano inteiro, mas aconselha-se tirar apenas 2 ou 3 ninhadas por ano. Caso queira interromper a reprodução, basta retirar o ninho. Separar os filhotes dos pais com 8 semanas de vida.




  • Instalações:
Gaiolões de 1 x 0,4 x 0,5 m para 1 casal, e um ninho de madeira do lado de fora compondo uma caixa horizontal com 20 x 20 cm de frente De preferência com uma entrada redonda e 35 cm de comprimento.

Dois poleiros de diâmetros diferentes, variando de 1,5 a 2,5 cm, instalado em local ventilado, mas sem correntes de ar. É preciso que receba o sol da manhã.

Já os viveiros devem ter de 3 x 1 x 2 m para 1 casal e de 4 x 3 x 2 m para os filhotes. Podem ser de tijolos de barro rebocados, de alvenaria, de placas de cimento, de blocos de cimento revestidos de argamassa, com cobertura de telhas de cerâmica em 1/3 do viveiro, protegendo os comedouros e ninho, tela galvanizada de cerca de ½ polegada e fio 18 e piso de concreto com escoamento para água. Dois poleiros de madeira, vasilhas de barro ou louça e uma separada para tomar banho. a ventilação e o recebimento da luz do sol devem ser idênticas as das gaiolas.



  • Ensinando a falar e assobiar:
Se você alimentar na mão desde filhote, criar sozinha e exercitar diariamente as falas e os assobios, poderá se surpreender com a graça da Calopsita.

Dicas Importantes II



Latino Cockatiel by *Simnut on deviantART

  • O Sono

O sono do pássaro é muito importante para manter a saúde e evitar o stress. O pássaro deve ter um local calmo, tranqüilo, sem barulho, sem movimento de pessoas para que possa dormir bem. É preciso também respeitar o horário de sono dos pássaros, sem ficar com o pássaro manso até tarde da noite. O stress pode causar a falta de apetite, deixando o pássaro mais fraco e propenso a doenças.



  • Banho

Muitos pássaros não gostam de tomar banho em sua banheira, assim em dias quentes e no período da manhã, pode-se utilizar um borrifador para dar banho nos pássaros.



  • Muda de Penas

A primeira muda de penas acontece aproximadamente com 5 ou 6 meses de idade e a segunda por volta de 1 ano. As demais mudas podem acontecer 1 ou 2 vezes ao ano, sendo uma delas normalmente no período do verão. Nesse período o pássaro fica mais fraco e susceptível a doenças, devido ao seu metabolismo estar alterado. Por isso, devemos oferecer uma alimentação mais rica e suplementos vitamínicos nesse período.
Logo após a mudança de penas, é comum o pássaro se coçar com o bico e sair um pozinho branco, parecendo uma caspa. Isso é um processo normal, pois após as penas nascerem os canhões de penas se ressecam e esfarinham, formando esse farelo parecido com uma caspa.



  • Vermifugação (dar remédio de verme)

A vermifugação nas calopsitas deve ser feita uma vez por ano, devendo evitar o período de muda de pena e de postura de ovos. Os vermífugos mais comuns, são os líquidos, para se pingar na água de beber. No criadouro Ninho dos Pássaros, já utilizamos Vermiaves e Avitrin, com enorme sucesso.



  • Fios Elétricos

Os pássaros gostam de brincar, empoleirar, escalar e andar por fios elétricos, constituindo um enorme perigo para os psitacídeos que gostam de bicar os fios e podem acabar tomando choques fatais.



  • Plantas Tóxicas

Existem muitas plantas tóxicas e como pode ser difícil de reconhe-las, não deixe seu pássaro ficar bicando e comendas plantas desconhecidas.



  • Produtos Tóxicos

Evite deixar a calopsita solta em ambiente onde existam produtos tóxicos como detergentes, sabão, inseticida, cloro e produtos de limpeza em geral.



  • Fumaça

Os pulmões dos pássaros são muito sensíveis, pois fazem a troca de ar intensamente. Evite deixar o pássaro perto da fumaça e evite fumar perto dos pássaros, isso pode trazer problemas respiratórios.



  • Cães e Gatos

Seus pássaro não deve ficar sozinho com cães e gatos, mesmo que a convivência seja pacífica entre eles, pois se um dia acontecer um desentendimento, seu pássaro sairá seriamente machucado.

 
  • Gaiola ou Viveiro

A gaiola ou viveiro preferencialmente deverá ter uma grade (estrado) antes da bandeja de fundo da gaiola, isso evita que o pássaro pise em suas fezes e fique com os pés sujos, consequentemente essa proteção previne possíveis doenças e micoses.

  • Transporte
Evite transportar os pássaros em gaiolas, os pássaros podem se debater e acabar machucando as asas. Mesmo que isso não aconteça, os pássaros vão tensos, com a musculatura das pernas contraídas para se agarrar firmemente ao poleiro ou às grades da gaiola. O ideal são as caixas de transporte de aves, normalmente feitas em madeira e arame, permitindo uma boa ventilação. Caso não encontre esse tipo de caixa, os pássaros podem ser transportados em caixas de sapato ou similares, sempre com buracos para permitir a ventilação dentro da caixa.

Dicas Importantes I


Grey Cockatiel by *Simnut on deviantART

Dicas Importantes


  • Iniciando o relacionamento com seu pássaro

Como todos os animais, as aves também estranham as alterações de local, dono ou tratador, por isso procure tornar a adaptação o mais confortável possível, evitando stress no pássaro. Para facilitar o processo de adaptação, é recomendável colocar a gaiola, com água fresca e diversos alimentos, em um lugar calmo, sem coisas que os assuste. Evite também fazer movimentos bruscos, barulhos altos ou quaisquer outros fatores que possa causar stress no pássaro. Deixe com que ele descanse na gaiola e vá se acostumando naturalmente ao novo local, dono ou tratador.




  • Pássaro no Ombro ou nas Mãos

Se o pássaro está com você a pouco tempo e ainda não está totalmente acostumado a ser manuseado, evite ficar com o pássaro no ombro, pois ele pode se assustar e querer voar, provocando uma tentativa frustrada de vôo e consequentemente uma queda. Nesse caso, fique com o pássaro na mão em posição próxima ao solo até que ele sinta confiança e se acostume a ser manuseado, ai sim torna-se mais seguro ficar com ele no ombro.




  • Pássaro Manso Não é Brinquedo

Temos que entender que os pássaros precisam de se alimentar, beber água, descansar, dormir, ou seja, ter suas atividades dentro de seu bioritmo. Ressaltamos esse tópico, pois algumas pessoas, na maioria das vezes por falta de informação, levam seus pássaros a todos os lugares, em qualquer horário, deixando-os na maioria das vezes stressados. Levar o pássaro para passear durante o dia em um local arejado e tranquilo é benéfico para o pássaro, mas leva-lo para passear em um bar lotado e barulhento, durante longo período e a noite, com certeza não vai fazer bem ao pássaro.




  • Local da Gaiola ou Viveiro

Não deixar a gaiola em local onde haja corrente de vento. Deixar a gaiola onde o pássaro possa receber claridade do sol, preferencialmente onde bata sol na parte da manhã ou no final da tarde. O sol é importante, mas deixar o pássaro no sol forte não vai fazer bem a sua saúde.




  • Pássaro na Área de Serviço

Deixar o pássaro solto em poleiro na área de serviço é bastante perigoso, ele pode tentar voar e acabar caindo dentro de tanques, baldes e bacias com água e acabar se afogando. Se for colocar o pássaro no banheiro dos fundos, evitar deixar a gaiola aberta e a tampa do vaso sanitário aberta, ele pode tentar voar e cair no vaso sanitário e acabar se afogando.




  • Pássaros na Cozinha

Não deixar o pássaro solto na cozinha, principalmente na hora que estiver fazendo o almoço, pois o pássaro pode tentar voar para perto de você e acabar causando um acidente com água quente, óleo quente ou fogo.




  • Pássaro Solto

Não deixe seu pássaro solto pela casa sem que você esteja por perto e atento, um dos acidentes mais comuns é o pássaro ser pisoteado pelo próprio dono ou outra pessoa da casa. Quando o pássaro estiver solto, feche as portas com chave e/ou pega ladrão, isso evita que uma pessoa possa abrir a porta repentinamente e quebrar as pernas do pássaro que poderá estar atrás da porta.

Vídeo: Alimentando um filhote de calopsita

Um vídeo muito interessante que eu achei no youtube mostrando como se alimenta uma calopsita:
Alimentando um filhote de calopsita de 33 dias de vida com sonda, usando papinha da megazoo, uma seringa e uma sonda.

Como aparar as asas da calopsita


Aparando as penas das asas de sua calopsita mansa:
Deve-se cortar apenas as penas de vôo como na ilustração acima. 
Ao podar as asas, deve-se prestar atenção em novas penas que estão nascendo, elas ainda tem uma cobertura primária (camada de queratina) e por isso são diferentes. Tome cuidado para não cortá-las, pois elas irão sangrar. Se ocorrer sangramento em uma pena nova, deve-se arrancá-la totalmente com uma pinça, apertando a pena perto da pele e puxando-a, ou mesmo com a mão. Apare de 6 a 10 penas de vôo, começando pela ponta da asa para dentro. Elas só crescerão novamente na próxima muda, ou seja, após cerca de um ano. Deve-se cortar as penas das duas asas para uma maior segurança.
O Clube das Calopsitas também tem twitter: http://twitter.com/clubecalopsitas

Filhotes de Calopsita e a alimentação

clique na imagem para vê-la ampliada

filhotes de calopsita

Após a eclosão dos ovos os pais se revezam no cuidado e alimentação dos filhotes. Normalmente a fêmea fica com os filhotes. Quando ela sai o macho fica no ninho aguardando o retorno dela para poder sair novamente. Tanto a fêmea quanto o macho alimentam o filhote diretamente no bico. Atentem que nem todos os ovos eclodem, obrigatoriamente. O período de duas semanas é crucial no crescimento dos filhotes. Quanto mais os filhotes receberem alimento diretamente dos pais mais saudáveis eles serão. Quando se quer amansar calopsitas normalmente se retiram os filhotes durante o final deste período . Antes disto há grande chance dos filhotes morrerem. Atualmente tem-se a tendência de tentar amansar calopsitas somente a partir dos três meses de vida. Desta forma garante-se uma maior saúde e longevidade da ave. Embora deva-se evitar ao máximo se mexer em ninhos neste período temos que atentar para dois fatos :

Primeiro : algumas vezes um filhote acaba saindo do ninho propriamente dito, indo para a 'ante-sala' ( onde há a abertura redonda de entrada do ninho ) . Caso o filhote seja novo e fique lá são grandes as chances de sua morte. Filhotes não conseguem gerar o seu próprio calor de forma adequada. Permanecendo na câmara do ninho é aquecido pelos pais e, quando há mais de um filhote, pelo próprio irmão. Nestes casos é interessante uma avaliação adequada e que se tente pôr de volta o filhote na câmara principal.

Segundo : algumas vezes os pais acabam não alimentando os filhotes ou acabam alimentando-os menos do que deveriam. Nestes casos os filhotes podem simplesmente morrer por inanição. Temos também a possibilidade de que, por algum motivo, os pais abandonem o ninho. Em qualquer destes casos se não tomarmos alguma ação os filhotes certamente morrerão. Devemos lembrar, sempre, que calopsitas são aves naturalmente assustadiças. Um grande susto ou grande alteração de seu ambiente de forma repentina pode ocasionar tais abandonos. Nestes casos temos que proceder, nós mesmos, à alimentação deste filhotes.

A alimentação dos filhotes com poucos dias ou semanas de vida deve ser efetuado com cuidado e critério. Atualmente existem, no mercado, diversos alimentos destinados à alimentação de filhotes de aves. Marcas como CC-Albium, Beppler, Alcon têm colocado à disposição do criador alimentos que atendem a este fim. Se possível devemos procurar alimentos voltados a psitacídeos. Nem sempre é possível esta escolha, sobretudo em lugares muito afastados dos grandes centros urbanos ou onde não haja grande saída de produtos para aves. Atualmente a Alcon tem para venda alimentos especialmente voltados para filhotes de psitacídeos, caso das Calopsitas. Junto com as embalagens segue também a forma de preparo dos mesmos.
Via de regra o alimento - em pó - deve ser dissolvido em água morna e servida aos filhotes. Embora filhotes possam aceitar alimentos frios observa-se uma aceitação maior quando a alimentação se dá morna. Os filhotes podem, inicialmente, não aceitar de bom grado este tipo de alimento. Devemos, entretanto, insistir para garantir a vida da ave. Alguns criadores se utilizam de seringas. Enchem-na de alimento e colocam dentro do bico da ave. A Cockatiel Society aconselha que os filhotes sejam primeiramente aquecidos e colocados sobre uma superfície devidamente 'acolchoada' por panos de forma que o filhote possa sentir o mínimo possível de frio.
Fonte: OMNIVERSO

Informações sobre Ring neck

Ring neck macho do criadouro



    • Nome Científico
      Psittacula krameri

    • Origem
      India, Ceilão, Senegal e Guiné
    • Características
      Extremamente resistentes e excelentes reprodutores. São pais dedicados e confiáveis e criam seus filhotes sem problemasVivem e reproduzem bem numa grande variedade de viveiros e ninho
    • Tamanho
      Variam de 37 a 43cm
    • Diferenças de gênero
      O macho apresenta um anel no pescoço em forma de colar. A fêmea também possui o anel, mas em cor mais discreta.. Os jovens são semelhantes à fêmea, mas são mais amarelados e com a cauda mais curta.
    • Habitat Natural
      Bosques, regiões montanhosas e aridas
    • Estilo de Vida
      Costumam fazer seus ninhos em buracos de árvores ou em buracos localizados em paredes rochosas ou em ruinas.
    • Alimentação
      Sementes, frutas e legumes variados
    • Comportamento
      Em liberdade, vivem em casais e formam grandes grupos e costumam gritar para chamar seu bando ou dar avisos.
    • Criação
      A reprodução inicia quando as aves atingem 3 anos de idade. A fêmea põe entre três e seis ovos, que podem ser chocados somente por ela ou pelo casal. O período de incubação dura de 22 a 24 dias. Os filhotes são alimentados pelos pais.
    • Mutações
      Na natureza a grande maioria é verde. Mas possuem mutações nas cores amarelas, beges, brancas, cinza, azuis e violeta (raro).
    • Particularidades
      Estas aves conseguem imitar a voz humana com muita clareza. São criados como animais de estimação há muitos anos.
      Fonte: Ring Neck Brasil

    Calopsita não gosta de frio e nem de fumaça

    foto do criadouro com calopsita lutino* à frente e a silvestre** atrás

    Por terem a temperatura corporal alta - em torno de 41 graus - as calopsitas não podem ficar expostas ao frio, ao vento, à chuva ou a ambientes com ar-condicionado. Outro veneno para o sistema respiratório delas é a cozinha: a fumaça de uma panela de teflon, por exemplo, pode matá-las. Cigarro também faz mal.
    A dieta ideal para filhotes inclui uma dose diária de papinha própria e mistura de grãos com pouco girassol. Animais adultos devem comer folhas verde-escuras (couve, agrião, rúcula e brócolis) e legumes crus (cenoura, abobrinha e pepino). A mistura de grãos funciona como petisco.
    *Lutino
    Ave branca apresenta ausência de melanina, por essa razão o bico e pés são rosados e olhos avermelhados. A sua coloração vai desde uma coloração no corpo quase branca até um amarelo forte. Existe ainda a combinação do lutino com outras mutações, surgindo então Lutino-Pérola, Lutino-Arlequim, Lutino-Canela, etc. Algumas ave lutinas e albinas apresentam uma falha de penas logo abaixo do topete, que é uma herança de falha genética. Geralmente os exemplares de lutinos apresentam uma ausência de penas embaixo do topete, que é caracterizado por falha genética. De uns anos para cá, criadores têm conseguido obter lutinos sem essa falha. Indicamos evitar cruzamento com aves que tenham a falha, na medida do possível, para que os filhotes não a herdem.
    **Silvestre
    É a cor existente na natureza, por isso chamamos de "silvestre". Quando filhotes, a calopsita é inteiramente cinza e com as bochechas laranjas, mas ao longo das mudas de penas, a partir de aproximadamente os 5 meses de vida, os machos vão adquirindo a coloração amarela, na cabeça e topetepartir desta cor, enquanto que a fêmea permanece com a sua coloração ao longo de sua existência.