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COLORAÇÕES (MUTAÇÕES)

No Portal das Calopsitas tem uma matéria muito interessante sobre as mutações de cores e como elas acontecem. Leia:
MUTAÇÕES

Mutações significam alterações na cor das aves em relação à cor original, neste caso das calopsitas a cor original é a cinza silvestre, aquela encontrada na natureza.
Mutações básicas (primárias):
Arlequim
Lutino
Canela
Pérola
Cara Branca
Prata
Mutações combinadas (cruzadas)
Pérola-Arlequim
Canela-Arlequim
Canela-Pérola-Arlequim
Lutino-Pérola
Lutino-Pérola Arlequim
Cara Branca-Lutino (albino)
Cara Branca-Arlequim
Cara Branca-Pérola
Cara Branca-Pérola-Arlequim
Cara Branca-Canela
Cara Branca-Canela-Arlequim
Cara Branca-Canela-Pérola-Arlequim
Além dessas mutações, existem outras mais raras, muitas ainda não existentes no Brasil, que falaremos a seguir.

As mutações da calopsita são classificadas da seguinte forma :
•1) Sexo-ligado : Lutino, Canela, Pérola, Bochecha Amarela

•2) Recessivo : Arlequim, Cara Branca, Fulvo, Pastel, Esmeralda, Prata Recessivo

•3 )Dominante : Cinza Silvestre, Prata Dominante, Bochecha Amarela Dominant

1) Sexo Ligado : São mutações que não precisam necessariamente ocorrer nos dois alelos para que manifestem na plumagem da ave. Nos machos, por serem XX teria que ocorrer nos dois alelos e na fêmea, por ser XY, poderia ser herdada apenas do pai.

Em resumo, Sexo Ligado são as mutações que a fêmea somente precisa apenas herdar de um dos pais, pois fêmea é XY, enquanto que macho precisa herdar tanto do pai quanto da mãe pois são XY.


O macho sendo XX, não vai conseguir PORTAR a mutação ligada ao sexo, pois eles apenas tem um cromossomo X, mas basta que ele apenas receba a mutação de um dos pais para que a mesma se manifeste na cor da plumagem.
Portadores

Portar uma mutação significa que, embora o pássaro não apresente visualmente (em seu fenótipo) determinada coloração, geneticamente a possui, portanto, sendo possível transmití-la aos filhos. Significa também que essa ave herdou apenas metade do que seria necessário para que a mutação pudesse ser apresentada visualmente.


Cores e Padrões das Calopsitas - II Parte

Arlequim (Pied): É a mutação mais antiga, surgida nos EUA em 1949. Mutação que causa alteração ou disrupção da coloração normal em áreas randômicas. Esse padrão é extremamente variável, podendo apresentar aves bastantes semelhantes ao normal até aquelas com poucas áreas de cor cinza, predominando o amarelo claro e apenas algumas penas de coloração cinza. A cabeça exibe um amarelo forte, bochechas vermelhas e crista amarela. Idealmente, uma arlequim deve mostrar 75% de penas com ausência de melanina e 25% com presença. Um arlequim puro possui, idealmente, uma máscara “limpa”, livre de manchas cinzas, uma cauda limpa e asas de vôos com um balanço igual de marcas, com simetria perfeita. Nesse padrão, é virtualmente impossível a distinção de sexo (uma vez que a marcação arlequim obscurece as diferenças de plumagem), só sendo possível no caso em que a fêmea apresente barras na parte inferior do rabo. São reconhecidas quatro classificações de arlequim: claro (ou light, com 75% ou mais de melanina), escuro (ou heavy, com apenas 25% de melanina), reverso (ou reverse, com marcações apenas nas asas de vôos, tendoo restante do corpo sem melanina) e limpo (ou clear, um pássaro totalmente amarelo ou branco; é também chamado de lutino com olhos pretos).
Fulvo (Fallow): Surgidos em 1971, nos EUA. Semelhante ao canela (também há mudança da coloração da melanina de preto para marrom), mas aqui também ocorre uma diminuição da densidade da melanina, fazendo com que pareçam um canela pálido. O amarelo é mais pronunciado (principalmente embaixo do corpo e crista), olhos são vermelhos e peito é de coloração mostarda ou creme. As fêmeas costumam ser mais bonitas que os machos, por apresentarem cores mais brilhantes. Os sexos são praticamente iguais, tornando-se mais difícil a identificação.
Cara amarela (Yellowface ou Yellowcheek): Surgida na Europa na década de 80. Ainda não há notícia de sua existência no Brasil. Os primeiros exemplares deste padrão chegaram aos EUA por volta de 1992. São em tudo semelhantes aos demais padrões, diferindo apenas na cor das bochechas, que, ao invés de serem vermelhas, mostram-se amarelas. A principal diferença entre os sexos é o amarelo da bochecha, que é mais forte no macho. Há três formas dessa mutação (como ocorre com o padrão prata): a dominante simples-fator, a dominante duplo-fator e a recessiva.

Pastel (Pastel face): Apesar de conferir a mesma coloração, o padrão Pastel não deve ser confundido com o cara amarela. Essa é uma mutação sutil, que promove um tom mais brando de todas as cores. Também é um padrão de origem bastante recente (1989), tendo surgido possivelmente na Inglaterra. Externamente é em tudo semelhante ao cara amarela, mas tem herança genética autossômica recessiva, o que facilita e acelera as combinações entre os padrões, principalmente com aqueles de herança ligada ao sexo. É dominante apenas para o padrão cara branca. Também aqui ocorre duas formas: fator-simples e fator-duplo. Foto: geoff and jo's cockatiels aviary
Prata (Silver): Há duas formas distintas. A chamada recessiva e a dominante.
Prata Recessivo: Mutação estabilizada na década de 60, na Europa (apesar de ter surgido na Nova Zelândia, em 1950). Difere do padrão normal pelo fato de os olhos serem de cor vermelha e o cinza global do corpo ter passado à cor prateada, ocorrendo uma grande flutuação de tonalidades entre os indivíduos. As demais características de cor são as mesmas do padrão normal, inclusive quanto a identificação do macho e da fêmea.
Prata Dominante: É um padrão recente de cor obtido, tendo sido fixado por volta de 1979. São aves que apresentam a cor cinza do padrão normal diluída, mostrando um tom pastel prateado. Os olhos e pernas são pretos, as pernas cinzas, mantendo o amarelo forte das faces e da crista e o vermelho das bochechas, com um prateado mais escuro na região do pescoço. A graduação do prateado varia de ave para ave, sendo a cor dos machos mais brilhante e intensa. A diferenciação entre os sexos pode ser feita do mesmo modo que o padrão normal. Nesta mutação, os genes produzem dois efeitos visuais diferentes, caso ocorram como fator simples ou duplo. Aves fator-duplo são mais claras que as fator-simples, parecendo lutinos, mas com um tom acinzentado; eles retém a marcação mais escura na cabeça, olhos e pés escuros.
Oliva ou Esmeralda (Olive ou Spangle ou Emerald Green): Mutação extremamente nova, surgida nos EUA, de padrão ainda não muito definido. Se caracteriza, basicamente, por uma coloração canela-esverdeada, podendo variar de claro a escuro, e um padrão de marcação das penas muito característico (que as pessoas denominam padrão de "lantejoulas", ou spangled no inglês).
Platinum: Mutação só existente na Austrália. Há uma confusão com relação a esse nome, uma vez que na América do Norte chamam de Platinum aves prata dominante. Essa mutação se caracteriza por uma coloração "cinza-fumaça" clara (como eles mesmos definem: smokey-grey), com asas e cauda cinza mais escuro. Bico, pés e pernas são bege-claro Os olhos são vermelhos ao nascer, mas escurecem logo em seguida.


Leia também sobre as colorações: lutino, albina, pérola, canela, silvestre...

Cores e Padrões das calopsitas

CORES E PADRÕES
Originária da Austrália, na natureza a Calopsita possui o chamado padrão silvestre ou normal (ver abaixo). Quando surgem aves mutantes na natureza, ostentando outras combinações de cores, dificilmente sobrevivem. Elas são vítimas mais fáceis de predadores, pois a coloração diferente ganha destaque e colabora para uma visualização mais rápida da ave. As inúmeras cores existentes hoje são decorrentes da fixação de mutações feitas pelos criadores, diversas surgidas nos últimos 15 anos, algumas muito recentes e difíceis de encontrar em criadores.
É importante destacar que os padrões podem se mesclar, originando uma grande gama de cores, tornando cada calopsita única.
Se você quiser saber um pouco sobre a herança genética dos padrões de cores nas calopsitas, clique aqui.
Cinza ou Normal (Normal Grey): A variedade original, encontrada na natureza, tem o corpo cinza com as bordas das asas brancas. A crista do macho é amarela sobre uma cabeça amarela e, na fêmea, cinza amarelado com a cabeça cinza. Ambos têm as "bochechas" formadas por uma mancha vermelha, circular, em cada lateral da cara, de tom mais suave na fêmea. A cauda é totalmente negra no macho e na fêmea intercala negro com amarelo na parte de baixo.
No macho adulto, a cabeça é amarela, com duas manchas circulares laterais (bochechas) de cor vermelha, crista amarela, corpo revestido com penas de cor cinza, com o dorso mais escuro, bordas das asas brancas e cauda negra.
A fêmea adulta apresenta a mesma coloração dos filhotes. O corpo é de cor cinza, cabeça também cinza com as bochechas de cor vermelha mais suave, crista cinza-amarelada, bordas das asas brancas e face interior da cauda estriada de amarelo e preto, com penas laterais externas amarelas. Em ambos os sexos, os olhos são marrons, o bico cinza escuro e as pernas e pés, cinza escurecido.
Lutino (Lutino): Sem dúvida alguma, é o padrão mais popular e apreciado, tendo surgido nos EUA em 1958. Essa mutação causa perda do pigmento melanina (que confere o tom cinza à ave). Desse modo, são aves de cor dominante branca, com olhos vermelhos, pés rosados, crista amarela, bico marfim, cabeça amarelada com bochechas vermelhas. Nas asas e cauda, também está presente o amarelo. Na realidade, os lutinos não podem ser considerados como brancos ou albinos, pois não são inteiramente brancos, em razão da presença das cores amarela e vermelha (dadas pelo pigmento psitacina). Os indivíduos podem apresentar desde um amarelo forte até um branco quase total no corpo. Neste padrão ocorre um defeito de origem genética, caracterizado pela existência de uma área sem penas localizada atrás da cabeça. Fêmea com estrias amarelas na face inferior da cauda e spots amarelos embaixo da asa.
Pérola (Pearl): Surgiu pela primeira vez na Alemanha Ocidental em 1967. É uma mutação que afeta as penas individualmente (há uma falta de melanina no centro de cada pena, individualmente), fazendo com que haja uma falta de coloração uniforme, resultando em penas com coloração em forma de "concha". São aves extremamente vistosas, sendo que o padrão básico pode variar bastante. De modo geral, mostram as duas manchas laterais à cabeça, as faces são amarelas salpicadas de cinza, e a crista amarela riscada de cinza. As penas das costas exibem um padrão “escamado”, resultante da ausência de melanina no seu centro, podendo a cor desta parte das penas variar do branco ao amarelo. As penas das asas são cinza, com faixas amarelas. A cauda é amarela, e o peito e a barriga, listrados de amarelo e cinza. As fêmeas carregam o perolado nas costas, asas, nuca e cabeça, com uma concentração maior nas costas. Os machos adultos podem perder totalmente o perolado, principalmente na cabeça e na nuca.
Canela (Cinnamon): Também conhecida como Isabelino, surgiu pela primeira vez na Bélgica, em 1960. As aves são semelhantes ao padrão normal, com exceção da alteração na coloração da melanina, produzindo uma coloração marrom-claro (ou canela). Também as pernas e os olhos são de coloração mais clara. Os machos adultos são um pouco mais escuros que as fêmeas (em razão da maior presença de melanina). Algumas fêmeas podem ter mais amarelo na face do que os machos, além de apresentarem o barramento típico sob as asas da cauda.
Albino (Whiteface Lutino): Ave inteiramente branca, com os olhos vermelhos e pés rosados, com ausência total de qualquer pigmentação (na realidade, resultam da combinacao de duas mutações: lutino e cara branca). As fêmeas são mais fáceis de ser encontradas, por ser um padrão com herança ligada ao sexo.

Cara branca (Whiteface): O padrão Cara Branca surgiu na Holanda por volta de 1969. No final da década de 1970 passou a ser produzido na Alemanha e Inglaterra. Essa mutação causa perda do pigmento psitacina (que confere tons amarelo e laranja), causando a falta da pigmentação laranja e amarela nas bochechas e no corpo. A fêmea tem o corpo cinza, bordas das asas brancas e face interior da cauda com estrias pretas e brancas não apresentando a “bochecha”, tornando a face inteiramente cinza. O macho segue um padrão parecido com o normal, porém com a face totalmente branca e as cores cinzas com um tom mais escuro, crista cinza e bordas das asas brancas.
Fonte: Calopsitas Mansas  Fotos: Criadouro digital
 
No próximo post as colorações: arlequim, fulvo, cara amarela, prata, esmeralda e platimum.

Calopsita Cara Branca Albino


Cara Branca Lutino (Albino)

A mutação Cara Branca Lutino, conhecida também como Albino, é uma combinação da mutação Cara Branca com a Lutino. Desse cruzamento conseguiu-se uma ave branca com olhos vermelhos e pés e bicos rosados, decorrente da ausência de melanina.

Para obter filhotes albinos, o modo mais fácil seria cruzar duas aves albinas, mas veja a seguir as combinações possíveis

Pai Albino x Mãe Albina -> filhotes albinos machos e fêmeas
Pai Albino x Mãe Cara Branca (não albina) -> se nascerem filhotes albinos, serão fêmeas
Pai Cara Branca (não albino e nem portador de INO) x Mãe Albina -> não nascem filhotes albinos
Pai Cara Branca portador de INO x Mãe Albina -> se nascerem filotes albinos, serão tanto machos quanto fêmeas

Para que uma calopsita Lutina (macho ou fêmea) possa gerar filhotes albinos, ela deverá no mínimo portar a mutação Cara branca, isto é, o pai ou a mãe dessa ave deve ser necessariamente um Cara branca.

Algumas calopsitas albinas apresentam uma coloração canela nas costas e asas, algumas com uma tonalidade mais ou menos intensa. Nesse caso, não se trata da mutação Canela, mas sim herança genética dessa coloração proveniente de aves lutinas que apresentam a cor canela.
Ao criar Caras Brancas Lutinos (albinos) seja cuidadoso nas aves lutinas que eventualmente sejam usadas no cruzamento, e escolha as que não tenham ausência de penas atrás do topete, decorrentes de falha genética.

Calopsita não gosta de frio e nem de fumaça

foto do criadouro com calopsita lutino* à frente e a silvestre** atrás

Por terem a temperatura corporal alta - em torno de 41 graus - as calopsitas não podem ficar expostas ao frio, ao vento, à chuva ou a ambientes com ar-condicionado. Outro veneno para o sistema respiratório delas é a cozinha: a fumaça de uma panela de teflon, por exemplo, pode matá-las. Cigarro também faz mal.
A dieta ideal para filhotes inclui uma dose diária de papinha própria e mistura de grãos com pouco girassol. Animais adultos devem comer folhas verde-escuras (couve, agrião, rúcula e brócolis) e legumes crus (cenoura, abobrinha e pepino). A mistura de grãos funciona como petisco.
*Lutino
Ave branca apresenta ausência de melanina, por essa razão o bico e pés são rosados e olhos avermelhados. A sua coloração vai desde uma coloração no corpo quase branca até um amarelo forte. Existe ainda a combinação do lutino com outras mutações, surgindo então Lutino-Pérola, Lutino-Arlequim, Lutino-Canela, etc. Algumas ave lutinas e albinas apresentam uma falha de penas logo abaixo do topete, que é uma herança de falha genética. Geralmente os exemplares de lutinos apresentam uma ausência de penas embaixo do topete, que é caracterizado por falha genética. De uns anos para cá, criadores têm conseguido obter lutinos sem essa falha. Indicamos evitar cruzamento com aves que tenham a falha, na medida do possível, para que os filhotes não a herdem.
**Silvestre
É a cor existente na natureza, por isso chamamos de "silvestre". Quando filhotes, a calopsita é inteiramente cinza e com as bochechas laranjas, mas ao longo das mudas de penas, a partir de aproximadamente os 5 meses de vida, os machos vão adquirindo a coloração amarela, na cabeça e topetepartir desta cor, enquanto que a fêmea permanece com a sua coloração ao longo de sua existência.